Mastologia

  • O Mastologista
    O Mastologista é o especialista que se dedica ao estudo das glândulas mamárias. Ele é o profissional que previne, diagnostica e trata as doenças da mama.
  • Dúvidas mais freqüentes

    Quem deve procurar o mastologista?

    Todas as mulheres que queiram ter suas mamas examinadas por um especialista para um controle de rotina. As mulheres que apresentarem sintomas mamários ou que tiverem alterações na mamografia devem obrigatoriamente procurar um mastologista. É imprescindível que as mulheres que tenham parentes próximos com câncer de mama sejam acompanhadas pelo especialista.

    Dor mamária é sintoma de câncer?

    A dor mamária geralmente não está associada ao câncer de mama. A causa mais freqüente de dor mamária são as alterações hormonais tais aquelas que acontecem no período que antecede a menstruação (TPM), a gravidez inicial e quando se inicia o uso de anticoncepcionais. Somente o mastologista pode avaliar a causa da dor mamária.

    Desodorante antiperspirante causa câncer?

    Não. Os estudos científicos não encontraram nenhuma relação no aparecimento do câncer de mama devido ao uso de desodorantes.

    Posso usar soutien à noite para dormir?

    Sim. Não há nenhum problema em usar o soutien, mas também não há nenhum benefício em usá-lo. Logo, se você considera mais confortável dormir de soutien pode manter este hábito.

    Próteses mamárias podem provocar doenças na mama?

    Não. As próteses mamárias são seguras e não causam doenças nem câncer. Também não prejudicam a amamentação. O exame físico realizado pelo mastologista também não fica prejudicado pela prótese, mas ela diminui a capacidade da mamografia detectar o câncer de mama, porque pode fazer uma “sombra”. Portanto, em mulheres de alto risco para câncer de mama, ela não é recomendada.

    Que são nódulos mamários?

    São tumorações encontradas no interior da glândula mamária e que podem ser de natureza benigna ou maligna. Em mulheres jovens a maioria destes nódulos é benigna e podem desaparecer após a gravidez e amamentação. Em mulheres acima de 50 anos, há um maior risco para o câncer de mama e todos os nódulos devem ser investigados e avaliados pelo especialista.

    Prevenção

    Evitar a obesidade, através de dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos, é uma recomendação básica para prevenir o câncer de mama, já que o excesso de peso aumenta o risco de desenvolver a doença. A ingestão de álcool, mesmo em quantidade moderada, é contra-indicada, pois é fator de risco para esse tipo de tumor, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior aos 35 anos.

    Ainda não há certeza da associação do uso de pílulas anticoncepcionais com o aumento do risco para o câncer de mama. Podem estar mais predispostas a ter a doença mulheres que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.

    A prevenção primária dessa neoplasia ainda não é totalmente possível devido à variação dos fatores de risco e as características genéticas que estão envolvidas na sua etiologia.

    Auto exame das Mamas

    O INCA não estimula o auto exame das mamas como método isolado de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.

    Evidências científicas sugerem que o auto exame das mamas não é eficiente para a detecção precoce e não contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama. Além disso, traz consequências negativas, como aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos.

    Portanto, o exame das mamas feito pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.

    Sintomas

    Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspecto semelhante a casca de laranja. Secreção no mamilo também é um sinal de alerta. O sintoma do câncer palpável é o nódulo (caroço) no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

    Detecção Precoce

    Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, mulheres com história familiar de câncer de mama, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) foram acometidas antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver a doença.

    Esse grupo deve ser acompanhado por médico a partir dos 35 anos. É o profissional de saúde quem vai decidir quais exames a paciente deverá fazer. Primeira menstruação precoce, menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos e não ter tido filhos também constituem fatores de risco para o câncer de mama.

    Mulheres que se encaixem nesses perfis também devem buscar orientação médica. As formas mais eficazes para a detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico e a mamografia.

    Exame Clínico das Mamas (ECM)

    Quando realizado por um médico ou enfermeira treinados, pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. Deve ser feito uma vez por ano pelas mulheres entre 40 e 49 anos.

    Mamografia

    A mamografia (radiografia da mama) permite a detecção precoce do câncer, ao mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (medindo milímetros). Deve ser realizada a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos, ou segundo recomendação médica.

    É realizada em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é suportável.

    Lei 11.664, de 2008

    Ao estabelecer que todas as mulheres têm direito à mamografia a partir dos 40 anos, a Lei 11.664/2008 que entrou em vigor em 29 de abril de 2009 reafirma o que já é estabelecido pelos princípios do Sistema Único de Saúde. Embora tenha suscitado interpretações divergentes, o texto não altera as recomendações de faixa etária para rastreamento de mulheres saudáveis: dos 50 aos 69 anos.

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